Levantamentos apontam que 30% a 40% da população de cães e gatos são animais idosos. A longevidade é decorrência de avanços na detecção de doenças, novos tratamentos e medicação, por exemplo. Por conta deste cenário, a Médica Veterinária Raquel Calixto concentrou sua abordagem na palestra do MedVep 2019 para tratar das particularidades e cuidados em relação ao paciente felino idoso.

De acordo com ela, gato maduro tem de 7 a 10 anos; o sênior de 11 a 14; e o geriátrico acima de 15 anos. Com o avanço da idade, os felinos começam a apresentar redução progressiva em suas habilidades naturais, estresses e problemas físicos. “E, ainda, surgem as patologias próprias do envelhecimento: doença renal crônica, hipertensão arterial, pancreatite e diabetes, além das disfunções cognitivas”, observou Raquel Calixto.

A profissional ainda alertou que os gatos longevos devem passar por checkups de seis em seis meses. “Esse período pode ser menos espaçado se o felino apresentar, por exemplo, doença renal crônica”, comentou. O exame completo é importante para detecção precoce de enfermidades.

As consultas ao veterinário quando o animal é idoso precisam ser bem detalhadas. “O tutor deve contar tudo sobre o gato, incluindo comportamento, ingestão de alimento e água, lambedura, vocalização etc.”, reforçou Raquel Calixto. Também é importante observar também unhas, cavidade oral, padrão respiratório, marcha e visão.

Ela destacou que o aspecto da pelagem é um importante indício de que o animal está ficando doente. “Um gato passa 30% de seu tempo se lambendo. Caso o pelo começa a apresentar “dreads”, é sinal de que está se lambendo pouco e isso não é bom”, explicou.

O tutor deve ter mais cuidado com a alimentação e hidratação do gato idoso. “Ração adequada para a idade e água devem ser ofertadas em vários potes colocados pela casa. Alimento úmido é uma boa opção. Um picolé de atum, frango ou carne é muito bom para hidratá-los. E eles adoram”, recomendou.

Outro ponto importante em relação ao gato idoso é a adaptação do ambiente onde ele vive. “Caixinhas de areia com abertura, escadinhas para ele subir no sofá, por exemplo. “O felino acima de 15 anos começa a apresentar problemas de articulação e tem dor. Fica silencioso, prostrado e começa a perder peso. Daí a importância de deixar o ambiente mais confortável e acessível”, ensinou a veterinária.

Raquel Calixto ainda recomendou tratamentos alternativos como acupuntura, fisioterapia e sessões de ultrassom melhoram muito a qualidade de vida do felino idoso. “Vamos proporcionar mais dias bons que ruins”, sublinhou.

Organização: MarkMesse

Conteúdo: Básica Comunicações

Fotos: Eneas de Souza e Mauro Lainetti

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